A reforma trabalhista foi um presente de Temer para o mau empresariado, diz ANPTTempo de leitura: 1 min.

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Brasília - Deputados de partidos de oposição ao governo tentam adiar a votação em plenário do projeto de lei (6787/16), que trata da reforma trabalhista (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Em vigor desde 11 de novembro, a reforma trabalhista não cumpriu nestes quase 6 meses sua função de gerar empregos. O Brasil comemora neste 1º de maio o Dia do Trabalho com um índice de desemprego trimestral de 13,1% – o maior do mesmo período desde maio do ano passado (13,7%).

dado divulgado pelo IBGE na última sexta-feira (27) mostra ainda que o número de trabalhadores com carteira assinada, sem contar os trabalhadores domésticos, teve uma queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior.

Os dados confirmam a constatação do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Fabiano Farias da Costa, a reforma não criou mais empregos, como foi informado que aconteceria. Em entrevista ao HuffPost Brasil, o procurador destaca que não se gerou emprego e não há qualquer movimento contundente que demonstre que haverá mais postos de trabalho.

 A gente não tem visto isso em praticamente 6 meses de reforma trabalhista, a gente viu justamente um presente que o Congresso Nacional e o Executivo deram para o mau empresariado, para que se sonegue os direitos trabalhistas e reduza os custos.

A expectativa da ANPT é que ajustes necessários à reforma, na avaliação da associação, poderão ser feitos por meio de uma projeto em elaboração na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, o Estatuto do Trabalho.