Kim Kataguiri do MBL perde processo na JustiçaTempo de leitura: 1 min.

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 O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) Kim Kataguiri teve negado um pedido de direito de resposta contra a Rádio e Televisão Bandeirantes por críticas proferidas pelo jornalista Ricardo Boechat. O caso, de número 1010957-20.2017.8.26.0011, foi julgado pelo juiz Paulo Henrique Ribeiro Garcia, da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo.

Boechat havia criticado a postura do MBL e de Kataguiri em relação à exposição “Queermuseu, cartografias da diferença na arte da brasileira”, cancelada pelo Santander depois da pressão do grupo.

Na inicial, Kataguiri reclama que Boechat fez duras críticas ao MBL. Boechat também disse que Kim Kakaguri, a quem se referiu como “bobalhão” tem comportamento reacionário.

O juiz concordou que a matéria chama, sim, Kataguiri de bobalhão e equipara a atuação do MBL em relação à exposição “Queermuseu” à conduta de outros grupos que buscam eliminar às expressões de arte que são incompatíveis com seus valores e ideias.

Logo, diz o magistrado, não houve imputação de fato inverídico, mas crítica à atitude do autor, que, segundo o jornalista, “equipara-se à conduta de outros líderes, cuja atuação é vista pela sociedade, em regra, como algo pernicioso”.

Como perdeu a ação, Kataguiri foi condenado a pagar custas, despesas processuais e honorários advocatícios no valor de R$ 2.500 a Andre Marsiglia de Oliveira Santos, do Lourival J. Santos, Advogados, que defendeu a Band.

A defesa de Kataguiri já recorreu da decisão de primeira instância.

As informações são do Jota