Marielle e o legado de Martin Luther KingTempo de leitura: 2 min.

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Há 50 anos atrás, um grande líder era assassinado. No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King, reverendo afro-americano, pacifista e ativista da luta pelos direitos humanos foi morto. O assassino tinha uma única motivação: O ódio racial

50 anos depois, uma mulher negra, socióloga, feminista, militante dos direitos humanos, defensora das causas LGBT, foi assassinada numa emboscada. Os assassinos seguem livres, e a causa da execução segue a linha que Marielle foi morta por combater a violência policial dentro das favelas contra jovens negros. Novamente o ódio racial se fez presente.

Comparar Marielle Franco com Martin Luther King não é nenhum absurdo. Ambos lutavam contra o preconceito racial, ambos lutavam pelos direitos humanos, ambos lutavam por uma sociedade mais justa e ambos foram mortos por defender o ideal de liberdade.

Tal como descreveu a reportagem de capa do jornal The Washington Post , Marielle tornou-se “símbolo global”.

Assim como a morte de Luther King causou comoção em sua época, a morte de Marielle parou o país e o mundo. Todos queriam saber, quem era a mulher que foi responsável por tantas manifestações de solidariedade.

O jornalista ganhador do Prêmio Pulitzer Glenn Greenwald em artigo sobre o assassinato de Marielle, chegou a comparar a despolitização da morte de Marielle à feita com Martin Luther King nos EUA.

Embora denunciasse “os males do capitalismo” e o “imperialismo americano” e conclamasse “populações oprimidas ao levante”, King “é tratado como símbolo de concepções vagas e elementares sobre igualdade racial que poucas pessoas rejeitariam”. “Ele foi reduzido ao menor denominador comum, e as partes verdadeiramente subversivas de sua visão de mundo foram deliberadamente apagadas da história”, alerta o jornalista.

Tal comparação se deu ao fato, que pessoas sem escrúpulos espalharam mentiras a respeito de Marielle, tentando apagar todo o trabalho por ela realizado.

50 anos separaram suas histórias que marcaram o fim trágico de suas vidas pela luta contra o ódio racial instalado em nossas raízes.

Martin e Marielle, dois símbolos globais da luta contra a violência, opressão e preconceito racial, permanecerão vivos enquanto houver luta e resistência.

Suas histórias serão contadas e relembradas para que possamos compreender que suas vidas não foram ceifadas em vão. Eles lutaram para que as futuras gerações possam quem sabe um dia andarem livres pelo mundo.

Suas iniciais que coincidentemente iniciam com a letra M provam que o mundo sempre dá um jeito de fechar um ciclo.

Marielle e Martin agora fazem parte da nossa história, na luta por um Mundo Melhor!

Por Kátia Figueira de Oliveira