Treze anos depois e o ProUni continua mudando a vida de milhões de estudantesTempo de leitura: 3 min.

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O ProUni desde que foi sancionado em 2005, continua sendo o melhor e maior programa educacional do país.

Histórico

O governo federal sanciona a Lei nº 11.096/2005, que institucionaliza o Programa Universidade para Todos (ProUni), que havia sido lançado por medida provisória em setembro de 2004. O programa destina bolsas integrais ou parciais (de 50%) em faculdades privadas de todo o país a alunos de baixa renda. As vagas são oferecidas em contrapartida à isenção tributária das instituições privadas de ensino superior.

Treze anos depois

Com críticas e elogios, o ProUni mudou o panorama educacional brasileiro.

Cerca de 1,9 milhão de jovens pobres e egressos da escola pública chegou ao mundo universitário graças às bolsas ofertadas. O preço de dar o acesso a essa parcela da população antes excluída foi, porém, uma renúncia fiscal por parte do governo que beneficiou instituições privadas, lucrativas, muitas sem compromisso com pesquisa ou com a qualidade do ensino ofertado.

Abrir a oportunidade para que jovens pobres, vindos da periferia pudessem estudar ao lado de estudantes vindos das melhores escolas particulares do país, fez com que o programa recebesse críticas e elogios.

As críticas vieram das famílias abastadas que não queriam ver seus filhos, criados em berço de ouro sentados ao lado da filha ou filho da empregada. A elite nunca suportou esse programa.

Por outro lado, elogios se deram, porque o programa mudou o panorama educacional. Pela primeira vez, ricos e pobres ocupavam o mesmo espaço, e o mais importante de todos: A tão sonhada Faculdade.

O Bom aluno surge com o ProUni

Para quem tem condições para pagar a mensalidade em faculdade particular, a concorrência costuma ser baixa ou mesmo inexistente. Isso criou no Brasil um cenário único em termos de Ensino Superior, avalia o pesquisador Ruy de Deus e Mello Neto, que fez seus mestrado e doutorado sobre os alunos do ProUni. “É diferente de outras políticas afirmativas, porque você não está dando acesso a um lugar cujo acesso é difícil para todos, onde só entram os melhores. Para quem tem dinheiro, não há barreira. Então, é fácil para quem pode pagar, mas para quem não pode, há hiperseleção”, explica.

Essa característica única do ProUni fez surgir também um estudante ímpar: o bom aluno que se dedica ao extremo para se diferenciar ainda mais. “Eles passaram por um processo seletivo rigoroso: logo de partida são os melhores da sala. Mas nos primeiros anos de curso percebem que não adianta ser um bom aluno se você não tiver bons contatos, por exemplo. Então, eles têm de adotar estratégias para potencializar suas oportunidades, como estudar mais horas, participar mais de atividades voluntárias, sentar nas primeiras filas, se aproximar mais dos professores”, afirma.

Não é à toa que as maiores notas gerais médias do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia universitários, são dos estudantes com bolsa integral do ProUni. Os resultados dos Prounistas (49,35 acertos) são superiores à média nacional (43,19) e também à dos alunos de faculdades públicas (47,87), de acordo com um levantamento da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior.

As mulheres são a maioria 

Segundo o MEC, a maioria dos inscritos no ProUni são mulheres, cerca de 53 %,  o que mostra que foi a chance para que muitas conquistassem o seu lugar no mercado de trabalho. Os dados com essa e outras estatísticas do ProUni você encontra aqui

Abaixo um relato emocionante, que mostra que o ProUni ainda é o melhor legado educacional deixado pelo ex-presidente Lula ao Brasil.

Texto: Kátia Figueira

Imagem cedida por: Daniela Origuela

Fontes: http://www.cartaeducacao.com.br , Memorial da Democracia