Jornal Francês Le Monde diz que Temer causa perplexidade e medoTempo de leitura: 3 min.

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O jornal francês Le Monde diz que a decisão de Michel Temer, “presidente de impopularidade histórica”, causa “perplexidade e medo”; o diário francês conta que “as redes sociais foram invadidas por memes de Temer imitando o marechal Castelo Branco, principal arquiteto do golpe de 1964”.

A menos de um ano do término do mandato, alguns veem essa escolha como “uma manobra visando apagar a incapacidade do governo de votar a reforma da Previdência, um elemento crucial” da gestão Temer. “Outros criticam uma medida condenada ao fracasso num estado falido, onde a violência extrema compete com a indigência dos serviços públicos”, informa Le Monde.

A correspondente em São Paulo, Claire Gatinois, questiona se o Carnaval extremamente politizado este ano não teve influência sobre a decisão de Temer. “O desfile da Beija-Flor, campeã de 2018, retratou a tragédia que se abate sobre a antiga capital do país, fazendo desfilar a corrupção, a morte, os policiais assassinados e a indecência dos políticos.”

Na opinião do cientista político Mathias Alencastro, ouvido pela publicação, “esse Carnaval de conteúdo político reforçou a ideia de que o Rio de Janeiro estava em uma situação de anarquia”.

Depois de apresentar um breve resumo com os números da violência no Rio, Le Monde elenca críticas feitas à intervenção do Exército.

“Apenas em 2017, o estado registrou 6.731 mortes violentas, duas a cada três horas. Diariamente, os jornais brasileiros relatam tiroteios e tragédias absurdas de famílias atingidas por balas perdidas ou vítimas de agressões. Em 6 de fevereiro, a população se emocionou com a morte de uma garota de 3 anos, Emily, atingida no carro de seus pais por ladrões em pânico. No mesmo dia, Jeremias, 13, morreu com uma bala no peito quando jogava futebol na favela Complexo da Maré. De acordo com a organização não governamental Rio de Paz, 44 crianças morreram de balas perdidas desde 2007.”

“Este decreto não atende às necessidades do Rio. Não conseguimos paz militarizando a polícia. O resultado será uma escalada de violência”, adverte Adilson Paes de Souza, ex-tenente-coronel do Exército e autor de um livro sobre o mal-estar da polícia brasileira.

“Construamos escolas e fecharemos prisões”, diz Francisco Chao, diretor do Sindicato da Polícia Civil do Rio de Janeiro, parafraseando o escritor francês Victor Hugo.”

Lembranças da ditadura

Em um país onde a memória da ditadura militar (1964-1985) permanece nas mentes, a demonstração de firmeza de Temer causa arrepios, explica Le Monde, acrescentando que o ministro da Defesa tentou atenuar os temores. “A democracia exige ordem. Esta medida visa fortalecer a democracia. Não haverá restrição de direitos”, tentou tranquilizar na sexta-feira Raul Jungmann, o ministro da Defesa.

O diário francês conta que “as redes sociais foram invadidas por memes de Temer imitando o marechal Castelo Branco, principal arquiteto do golpe de 1964”. Na avaliação de Mathias de Alencastro, “o governo sabe que não deixará marcas e, numa última tentativa de golpe, busca satisfazer o eleitorado mais extremista, que vê a salvação apenas na intervenção militar”, resume o especialista.

  • Ralph de Souza Filho

    COM O LIVRO ” CONJUNTURA POLÍTICA NACIONAL, O PODER EXECUTIVO E GEOPOLÍTICA DO BRASIL “, O GENERAL GOLBERY DO COUTO E SILVA, CONSPIRADOR DESDE A MORTE DE GETÚLIO E APÓS, ADEMAIS, MEMBRO DE DESTAQUE DA ESG, ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, É O VERDADEIRO MENTOR DO GOLPE DE 1964, E, INSTALADO O MARECHAL HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO, COMO O PRIMEIRO DOS GENERAIS À INICIAR O ASSALTO AO PODER, É CONVIDADO, ENTÃO, GOLBERY, A CRIAR O SNI – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES, A QUE, ÊLE PRÓPRIO, ADIANTE, ADMITIRIA DE QUE TERIA CRIADO UM MONSTRO E SÓ RESSUSCITADO EM 1974, MARÇO, QUANDO ASSUME O GENERAL GEISEL, INCUMBINDO O ENTÃO GÊNIO DO MAL, TRANSFORMADO EM EMINÊNCIA PARDA, NA ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DA ABERTURA SEGURA, LENTA E GRADUAL..

  • Justino Cabral

    Sou totalmente contra mesmo porque o exercito brasileiro não tem trenamento pra este tipo de ação digo porque fiz parte do mesmo por dois anos e sei que as instruções que os soldados recebem é pra preparo de confronto em guerra no caso de controle de distúrbio o caso e bem diferente das ações que estão sendo postas com as comunidades pobres, sabendo-se que os vilões estão nos bairros nobres da capital Fluminense.