Maduro se candidata para reeleição na VenezuelaTempo de leitura: 2 min.

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Nicolás Maduro foi proclamado candidato da situação para tentar a reeleição na Venezuela, apesar da baixa popularidade, nas presidenciais antecipadas para antes de 30 de abril. “Vamos rumo a uma grande vitória!”, disse o presidente no congresso do Psuv.

Maduro, um ex-motorista de ônibus de 55 anos, enfrenta impopularidade de 70%, segundo o Instituto Delphos, pois parte da população o associa com a hiperinflação projetada em 13.000% pelo FMI para 2018 e a grave escassez de alimentos e medicamentos.

A oposição ainda não decidiu se disputará primárias ou elegerá um candidato único por consenso.

Vestindo uma camisa vermelha, Maduro recebeu o estandarte do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), sendo ovacionado pelos mais de 500 delegados do partido.

“Vamos rumo a uma grande vitória”, disse o presidente em seu discurso no plenário do congresso do PSUV, transmitido pela TV oficial, e ao qual esteve presente a primeira-dama, Cilia Flores.

Sua proclamação, feita no aniversário de 19 anos da posse do falecido líder Hugo Chávez (1999-2003), foi proposta pelo poderoso vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello:

“Aprovado por aclamação. O senhor é oficialmente o candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)”, declarou Cabello, sob aplausos.

Ameaça americana

Acusando Washington de tentar minar a democracia na América Latina e voltar aos dias de “imperialismo”, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, repreendeu Tillerson durante uma transmissão na televisão estatal.

 “Todo dia ele se distancia mais da diplomacia para entrar na retórica de guerra. Você não tem autoridade moral”, disse Padrino, flanqueado por figuras de alto escalão das Forças Armadas que juraram lealdade a Maduro.

“Este homem… tentará persuadir governos da América Latina a intervir na Venezuela. Isso é um golpe publicitário”, acrescentou, culpando as sanções do presidente dos EUA, Donald Trump, pela penúria econômica em seu país.

Na quinta-feira Tillerson abordou a possibilidade de um golpe militar venezuelano antes de uma viagem à América Latina de cinco dias, sem passar pelo Brasil.

Ao debater sobre a Venezuela, o secretário dos EUA disse que os militares da região muitas vezes “se ocuparam” de transições de governos ruins, mas insistiu não estar postulando uma “mudança de regime”.

“Se a cozinha ficar um pouco quente demais para ele, tenho certeza de que ele tem alguns amigos em Cuba que poderiam lhe dar uma bela mansão na praia, e ele poderia ter uma bela vida por lá”, disse Tillerson em referência a Maduro, de 55 anos, que tem uma relação próxima com o governo comunista cubano.