Vegana descontente por não receber por vídeos atacou sede do YouTubeTempo de leitura: 2 min.

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mulher que disparou vários tiros contra funcionários do YouTube na terça-feira, na cidade de San Bruno, na Califórnia, estava furiosa com a companhia por medidas que reduziram as visualizações de seus vídeos, assim como os pagamentos recebidos pelo conteúdo.

A afirmação foi dada por Ismail Aghdam, pai da autora do ataque, identificada como Nasim Najafi Aghdam, de 39 anos. Ela se matou após o ataque, que deixou três pessoas feridas. Na terça-feira, o Youtube retirou todos os vídeos de Nasim do ar.

O YouTube paga royalties de publicidade aos criadores de conteúdo, mas a empresa resolveu desmonetizar alguns canais por razões como conteúdo inapropriado ou por não alcançarem mais de 1 mil seguidores.

Na terça-feira, a família de Nasim recebeu uma ligação da polícia por volta das 2 horas informando que ela foi encontrada dormindo em um carro. Segundo Ismail, ele alertou às autoridades sobre o risco que sua filha representava. As autoridades confirmaram que uma mulher foi encontrada dormindo dentro de um carro em um estacionamento de Mountain View na terça, mas ela se recusou a responder mais perguntas. As autoridades não responderam se foram alertadas sobre o risco de ataque.

A imprensa local informou que Nasim era uma produtora de conteúdo vegano, que já havia expressado sua raiva contra a empresa por supostamente ter censurado seus vídeos.

“Não há liberdade de expressão no mundo real e você será impedido de dizer a verdade se não tem o apoio do sistema”, escreveu ela em um site, segundo o jornal San Francisco Chronicle. “Não há oportunidade de crescer no YouTube ou em qualquer outro site de compartilhamento de vídeos.”

Ela possuía canais com vídeos gravados em inglês, farsi e turco. Em fevereiro de 2017, fez um vídeo em sua página no Facebook denunciando a plataforma por adotar medidas que reduziram o seu número de visualizações. “Isso é o que eles estão fazendo para enfraquecer ativistas e muitas pessoas que tentam promover uma vida melhor, mais saudável e humana”, disse ela. “Pessoas como eu não são boas para grandes negócios. Por isso, estão nos censurando e nos discriminando.”

A polícia não acredita em outros suspeitos além de Nasim, que provocou cenas de caos ao abrir fogo no campus da empresa, que pertence ao Google, na cidade de San Bruno (a cerca de 20 km de São Francisco).

O chefe da polícia de San Bruno, Ed Barberini, afirmou que a agressora foi encontrada morta com um “tiro autoinfligido”. Os três feridos pelos disparos dela foram levados para o hospital, assim como outra pessoa que sofreu uma lesão no tornozelo.