Marcio Lacerda retira candidatura ao governo de Minas e anuncia saída do PSBTempo de leitura: 2 min.

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O ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, anunciou nesta terça-feira a retirada de sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Lacerda declarou ainda, através de uma publicação em suas redes sociais, que deixará o PSB, partido pelo qual se lançava à eleição estadual. Lacerda disse que sua decisão foi motivada pelo “mais podre dos conchavos políticos”, referindo-se à posição do PSB de tentar derrubar sua candidatura para apoiar o governador Fernando Pimentel, do PT, em sua busca pela reeleição.

A velha política conseguiu me tirar dessa eleição. Dois comandos partidários, de forma antidemocrática e arbitrária, fizeram, na calada da noite, nos porões sombrios dos gabinetes em Brasília, o mais podre dos conchavos políticos. A cúpula do PSB e do PT conspiraram para retirar a minha candidatura a Governador de Minas Gerais, impedindo a desvinculação definitiva do tradicional papel de braço do PT, desempenhado pelo PSB”, diz a publicação.

No início de agosto, o congresso nacional do PSB decidiu anular a convenção mineira que havia lançado a candidatura de Lacerda ao governo do estado. Lacerda entrou na Justiça no último dia 10 pedindo a anulação da convenção, alegando que não havia concordado com a proposta da cúúla nacional do partido. No entanto, um vídeo mostra Lacerda manifestando apoio à anulação da convenção estadual.

Lacerda disse ter decidido pela retirada da candidatura devido à “insegurança jurídica”, que poderia se alongar pelas próximas semanas, depois que a Justiça negou sua liminar para anular a convenção nacional do partido. Na publicação em que anuncia a retirada, o ex-prefeito da capital mineira definiu o PSB como a “terceira via” na disputa pelo governo estadual, que teve Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB) como nomes de destaque nas primeiras pesquisas de intenções de voto.

Em sua convenção nacional, o PSB optou pela neutralidade na disputa ao Planalto, sem se coligar a nenhum candidato à Presidência. O movimento foi parte de um acordo com o PT, que tentava evitar o apoio da sigla a Ciro Gomes (PDT). Como parte do acordo, o PT retirou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco para apoiar a reeleição de Paulo Câmara. Em troca, o PSB desistiu de lançar Lacerda ao governo de Minas, favorecendo a reeleição do petista Pimentel.