União perde R$ 2,6 bi na Eletrobras após nomear Moreira FrancoTempo de leitura: 2 min.

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Brasília - Presidente Michel Temer dá posse ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, em cerimônia no Palácio do Planalto (Beto Barata/PR)

A Eletrobras perdeu 13,2% de seu valor de mercado na última semana, R$ 4,1 bilhões, desde que Moreira Franco (MDB-RJ) foi apontado como novo ministro de Minas e Energia. Quem mais perdeu foi o próprio governo, maior acionista.

A fatia da União, de 63,1% (contando com as participações do BNDES e de fundos públicos), caiu de R$ 19,6 bilhões para R$ 17 bilhões –uma perda de R$ 2,59 bilhões, segundo cálculo da consultoria Economática.

As ações ordinárias da empresa (aquelas que dão direto a voto) caíram 14% entre a abertura do mercado na sexta-feira passada (6) e o fechamento desta sexta (13).

Foi a maior retração de toda a Bovespa no período, considerando as empresas com volume médio diário negociado de ao menos R$ 1 milhão, aponta Einar Rivero, gerente da consultoria.

As ações preferenciais caíram 10,27%, a terceira maior queda da bolsa.

A nomeação de Moreira Franco, que teve como principal motivação garantir o foro especial do ministro, foi confirmada pelo governo no último domingo (8), mas as más notícias começaram já na sexta-feira passada (6).

Nesse dia, as ações da estatal de energia despencaram após o anúncio de que o então secretário-executivo da pasta, Paulo Pedrosa, deixaria o cargo e que o emedebista seria o provável indicado.

Na segunda (9), houve uma nova queda, após o pedido de demissão do presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Luis Barroso.

Desde então, as ações vêm oscilando dia a dia, mas o saldo segue negativo.

A queda reflete a insegurança do mercado financeiro em relação ao futuro da privatização da empresa, cujo potencial de valorização é enorme, segundo analistas.

“Nos últimos anos, a Eletrobras destruiu bilhões em valor de mercado. Ela poderia estar valendo hoje no mínimo duas vezes mais hoje. Então qualquer fator que mexa com a expectativa de privatização tem um impacto grande”, afirma Marco Saravalle, analista da XP Investimentos.